Andréa Uchôa Biagi

Psicoterapia para Adultos

É um tratamento conduzido por um psicoterapeuta que ajuda o indivíduo a lidar com as dificuldades do cotidiano que podem ser crises pessoais, conflitos conjugais ou familiares, problemas profissionais, distúrbios psicossomáticos, dificuldades nas transições da vida e transtornos mentais como ansiedade, depressão, pânico e fobia. Considera-se um método de tratamento que visa a compreensão das relações entre as emoções, os pensamentos e comportamentos.

Trata-se de um processo em que o psicoterapeuta presta uma ajuda psicológica a alguém que o procura, propiciando um espaço acolhedor para que a pessoa tenha a oportunidade de compartilhar e refletir sobre suas dificuldades, história e questões importantes da vida.

Parte-se da premissa de que a maneira como se interpreta os acontecimentos é o que gera sofrimento psíquico e nos perturba. A forma como se processa o ambiente gera pensamentos distorcidos que influenciam diretamente no que se sente e as emoções contribuem para provocar reações físicas e conduzir nossos comportamentos.

A terapia cognitivo-comportamental ensina o indivíduo a identificar e modificar seus pensamentos disfuncionais bem como as crenças centrais que embasam esses pensamentos.

Objetivos da Psicoterapia para Adultos

  • Promover a Psicoeducação

  • Desenvolver habilidades de regulação emocional e resolução de problemas

  • Promover interpretação mais realista dos fatos, favorecendo a flexibilidade cognitiva

  • Identificar e modificar padrões de pensamentos e comportamentos disfuncionais

  • Reestruturar pensamentos distorcidos e crenças centrais

  • Promover o processo de autoconhecimento e manejo mais saudável das dificuldades emocionais

  • Contribuir para o crescimento emocional

  • Melhorar qualidade de vida

Principais Problemas do Cotidiano Moderno

  • Ansiedade é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, sendo marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como sensação de vazio no estômago, coração acelerado, medo intenso, aperto no tórax e transpiração.

    Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a rotina atribulada dos dias atuais. Dependendo do grau ou da frequência, ela pode tornar-se patológica e acarretar muitos problemas. A ansiedade afeta a autoestima do indivíduo, que passa a ter medo de errar e a se julgar incapaz. O potencial intelectual do indivíduo pode ser alterado, seu aprendizado bloqueado e incertezas e dúvidas de como se comportar em ocasiões sociais podem aparecer.

  • É caracterizada por ataques de pânico súbitos e inesperados. Os sintomas físicos são taquicardia, suor, palpitação e dispneia acompanhados de medo intenso, sensação de morte iminente, dificuldade para se concentrar e falar. Depois do primeiro ataque, a pessoa passa a ter medo de alguns locais, podendo evitar lugares fechados, com muita gente, vivenciando a ansiedade antecipatória. O medo pode tornar-se desproporcional e incapacitante.

  • O medo é uma reação protetora e saudável do ser humano. É ocasionado por estímulos reais de ameaça a vida. Contudo, ele pode se transformar em doença – a fobia, quando passa a ser excessivo, a limitar as atividades rotineiras, a comprometer as relações sociais e causar sofrimento psíquico.

    Principais tipos de fobia:
    - Fobia social: medo excessivo de humilhação ou embaraço em situações sociais;
    - Fobia específica: medo intenso e persistente de um objeto ou situação. Exemplo: agorafobia - medo de espaço aberto, claustrofobia - medo de espaço fechado, acrofobia - medo de altura e zoofobia: medo de animais.

  • É uma doença afetiva ou de humor caracterizada pela perda de prazer nas atividades diárias, tristeza, apatia, alterações cognitivas, fadiga, distúrbios do sono, ganho ou perda peso, redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).

  • É um distúrbio mental que se caracteriza pelas obsessões (preocupações frequentes) e compulsões (comportamentos repetitivos). A pessoa é dominada por pensamentos desagradáveis que geram ansiedade, desconforto e podem possuir conteúdo sexual, trágico, entre outros que são difíceis de afastar da mente, parecem sem sentido e são aliviados temporariamente pelos rituais. Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Um outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão).

  • É uma reação do organismo a uma sobrecarga, isto é, quando estimulado por fatores externos. Indica que a exigência de uma determinada situação é maior do que os meios que a pessoa tem para enfrentá-la.

    As situações estressoras podem ser inúmeras: desprezo amoroso, bullying na escola, mudança de emprego, nascimento de um filho, casamento, desemprego, relacionamento conflituoso, sobrecarga no trabalho, excesso de responsabilidades, entre outras.

    Nessas circunstâncias, acontece uma descarga de adrenalina em nosso organismo. São sinais de estresse: diminuição do rendimento, insatisfação, irritabilidade, indecisão, insônia, pesadelos e quando atividades que antes davam prazer se tornam uma sobrecarga.

    Muitas vezes, o ser humano não consegue lidar de uma maneira saudável com as situações estressoras que se prolongam, o que pode causar ansiedade, depressão, alterações do padrão de sono, aumento ou diminuição de peso, abuso de álcool, cigarro e drogas.

  • É um transtorno psicológico que ocorre como consequência da exposição a um evento traumático, considerado uma ameaça real à integridade física e psíquica, como guerra, agressão física, catástrofe natural, acidente grave, sequestro, doença ou morte de um ente querido. A pessoa passa a reviver o evento traumático por meio de recordações recorrentes e aflitivas, pesadelos ou alucinações.

    Ela também pode manifestar desinteresse em realizar atividades com outras pessoas, sentindo-se alheia, além de apresentar irritabilidade, dificuldade de concentração, hipervigilância e distúrbios do sono. Consequentemente, passa a ter comportamentos e atitudes que comprometem sua vida pessoal e profissional.

  • É uma doença multifatorial. Os problemas emocionais podem preceder o desenvolvimento desta condição ou ser reativos a ela, sendo os mais comuns a ansiedade, a depressão e a baixa autoestima. O ganho secundário também pode estar presente na obesidade, isto é, essa condição muitas vezes é utilizada como um escudo que protege o indivíduo do convívio social, aliviando a tensão e a ansiedade. O ato de comer pode ser utilizado como uma maneira de saciar outras necessidades que não a fome. Contudo, esses comportamentos não são percebidos pelo indivíduo que os mantém, gerando um círculo vicioso.
  • Caracterizado pela existência de dificuldade de interagir com amigos, familiares, cônjuge ou colegas de trabalho. Relacionar-se é a maneira como as pessoas se tratam e se comunicam, sendo que esse processo envolve sentimentos, emoções e expectativas. No caso de problemas de relacionamento, os sentimentos suscitados são negativos e causam sofrimento psíquico aos envolvidos.

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