Psicoterapia de Perdas e Luto
A psicoterapia de perdas e luto é voltada para qualquer faixa etária, ou seja, é destinada a crianças, adolescentes ou adultos que sofreram uma perda significativa e estão passando por um processo de luto.
Apesar das perdas e a morte fazerem parte do nosso ciclo vital, a morte de um ente querido, bem como outras perdas significativas, podem ser extremamente dolorosas.
A psicoterapia de perdas e luto é um processo que possui algumas fases. A primeira é a de anseio por reencontrar a pessoa falecida, acompanhada de muito sofrimento psicológico. Em seguida, o reconhecimento da imutabilidade da perda leva o enlutado a questionar se a vida vale a pena ser vivida, podendo fazê-lo afastar-se das pessoas, ter dificuldade para realizar as atividades rotineiras e vivenciar depressão. Por fim, na última fase, a pessoa enlutada começa a aceitar melhor a mudança, a vivenciar mais sentimentos positivos e a caminhar no sentido da independência.
A duração desse processo é variável, sendo que o luto pode tornar-se uma reação intensa à perda, interferindo de maneira significativa na vida da pessoa enlutada, tornando-se um luto patológico.
Esse processo caracteriza-se por uma diversidade de manifestações clínicas:
• Síndrome da perda inesperada: envolve morte repentina, reações de descrença, ansiedade, sensação persistente da presença do morto e de obrigações para com este;
• Síndrome do luto ambivalente: acontece diante da perda de uma pessoa com quem se mantinha uma relação ambivalente marcada por conflitos. Reação inicial de alívio e mais tarde de desespero e desejo de corrigir o passado;
• Síndrome do luto crônico: os sintomas do luto continuam por muito tempo, desesperança é o sentimento que predomina após o término de uma relação de dependência.
Nos casos de luto patológico, existe a indicação de realização de psicoterapia, que favorece o alívio dos sintomas, a recuperação da autoestima, a adaptação à nova situação e a elaboração de novos projetos de vida.
Objetivos da Psicoterapia de Perdas e Luto
Oferecer espaço de escuta e acolhimento
Contribuir para o processo de elaboração da perda vivida, favorecendo a reorganização psíquica e adaptação à nova vida
Exposição gradual às dificuldades, ativação comportamental, treino de habilidades de enfrentamento e experimentos comportamentais